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Papo de qualidade sobre ficção científica no Brasil? Temos!

No final de setembro e início de outubro, a Fiocruz promoveu uma série de palestras online que fizeram parte do II Encontro de Ficção Científica e Ensino de Ciências. A proposta desse encontro é abordar temas da ficção científica e as maneiras o gênero pode promover a educação científica em diversos contextos. Houve uma variedade de temas apresentados, o que deixa claro a riqueza de possibilidades que a proposta do encontro oferece. Tudo isso mediado por mestres nas diversas áreas. O primeiro dia de palestra contou com um panorama geral do surgimento da ficção científica e como ela se apresenta na contemporaneidade. Para aqueles que buscam compreender mais o gênero e suas raízes, é uma boa pedida. Conversou-se também sobre as possibilidades de futuro levantada pela Sci-Fi, bem como os jogos do gênero e sua carga de importância para o ensino científico. Abordou-se a representação da mulher científica, a apresentação de filmes do gênero na escola e até mesmo a tecnologia em animes e mangás, além de outros tópicos. Iniciativas como esta são importantes não só para universalizar o conhecimento sobre o gênero, mas também para mostrar que, apesar de imponente, não é lá algo de outro mundo. E, é claro, é para todos. Agora imaginem um encontro desses rastreando as raízes do gênero no Brasil e como se apresenta atualmente. E aí, Fiocruz, vamos? ;) Para quem se interessar, aqui está o link da playlist do encontro: https://www.youtube.com/playlist?list=PLjJny5p0PcYJjblH3eP1qgffydz55qZsq

Produções brasileiras para você se apaixonar

Por mais que a gente não goste de admitir, há momentos em que, não importa o que se faça, as leituras não andam. Em momentos assim, o terror é real: a certeza de que a ressaca literária veio para ficar se materializa. É fato que esse tipo de situação pode frustrar, principalmente se você já tentou de tudo, desde dar uma pausa na leitura atual até investir em um gênero novo. Por que, então, não fazer da ressaca literária uma oportunidade para ver seus gêneros favoritos interpretados de uma maneira diferente? Neste post, separamos algumas dicas de séries daqueles gêneros pelos quais somos apaixonados – sci-fi, fantasia e comédia – para você decidir qual deles é mais sua cara. 3% A trama se desenrola num cenário pós-apocalíptico no qual o continente, ou o que restou do Brasil, está imerso em extrema miséria e devastação. A única saída para uma vida melhor é participar do Processo, um tipo de competição da qual todo jovem de 20 anos tem a oportunidade de participar, mas apenas 3% dos que tentam sucedem. São provas rigorosas que testam o moral, o físico e o psicológico daqueles que participam, em busca dos mais aptos. No entanto, há muito mais do que uma vida melhor em jogo nessa competição. Onisciente Onisciente nos apresenta uma sociedade em que todo cidadão é filmado vinte e quatro horas por dia por seu drone pessoal. Esse sistema de segurança não só parece ter reduzido drasticamente os crimes como também tem uma eficácia aparentemente indubitável. Contudo, quando seu pai é assassinado e o drone que lhe é designado não registra o incidente, Nina não vê escolha a não ser investigar por conta própria o porquê. Ninguém Tá Olhando Uli, um anjo da guarda novato no Sistema Angelus, acaba se questionando mais do que deveria sobre as ordens que recebe. A arbitrariedade do sistema lhe causa um descontentamento do qual não consegue fugir, então, decide que deve quebrar todas as regras impostas sobre a proteção dos humanos. Spectros Ao serem atraídos acidentalmente para uma realidade do passado da cidade em que vivem, Pardal e seus amigos presenciam crimes bizarros na Liberdade, em São Paulo. O que não esperavam era que espíritos centenários estivessem envolvidos no caso – e que desejavam reparação por erros do passado. Você já conhece algum dos títulos da lista ou se interessou por algum? Conte para a gente nos comentários. E boa maratona! ;)

Entrevista: André Gouvêa

“Acho que sou apaixonado por ler. Escrever é uma consequência inevitável de estar apaixonado por qualquer coisa”, é assim que o autor André Gouvêa define o seu amor pela escrita. Um amor que nasce com o tempo e que pode desabrochar em qualquer fase da vida, a arte de dar vida a histórias, de criar mundos distópicos e brincar com as palavras, encantou o brasiliense André Gouvêa, 28 anos, que conta que começou cedo a se aventurar na criação de enredos, mas só na idade adulta começou a levar mais a sério as suas criações. Ele é um dos autores da primeira coletânea do Coletivo: Contos do Além-Mundo, que já está disponível para compra. Formado em Psicologia pela UnB (Universidade de Brasília), com mestrado em Psicologia Clínica em Cultura e doutorando, também pela UnB, Gouvêa diz que enquanto fazia seu mestrado sobre escrita e psicanálise “sentia um desejo crescente de escrever mais, por mais difícil que às vezes fosse manter o hábito”. “Lembro de um livrinho que eu fiz para um projeto de colégio de quando eu tinha uns 8 ou 9 anos. É a primeira produção da que tenho lembrança, mas acho que por muito tempo eu não levava muito a sério essa coisa de escrever. Quando comecei a compreender que tinha interesse em escrever, já estava na faculdade e tinha um hábito de leitura bastante regular e volumoso”, disse ele. Para ter um contato maior com o seu idioma e se sentir mais próximo da “sua terra”, André conta que apesar de ler um pouco de tudo, há algum tempo tem se interessado especialmente pela literatura latino-americana e de língua portuguesa. “Sinto que a literatura latino-americana é marcada por um realismo mágico sensacional, coisa que vemos também em algumas tendências da literatura de língua portuguesa”, contou ele. Sobre a escrita André conta que com o ritmo de trabalho intenso demora mais para terminar de escrever, mas enxerga a delonga como um tempo para amadurecer a história que ele quer contar. Ele gosta de escrever seus contos de uma só vez, sem interrupções e, mesmo quando elas ocorrem, volta a escrever sem ler o que estava escrito antes. “Geralmente, eu sou acometido de alguma imagem ou ideia provocativa. Isso, de alguma forma, insiste em mim e eu sinto que há alguma coisa para ser contada. Eu gosto de começar a escrever as histórias no papel, tenho até um caderno para isso. Pra mim, é muito importante que nesse início eu possa ter meu corpo inteiro envolvido no ato da escrita, o tato, a caneta, o cheiro, tudo. Não costumo ficar matutando muito, escrevo. Deixo umas semanas ou meses de lado e depois pego pra passar pro computador. O desafio começa na primeira frase. Eu me preocupo muito com a primeira frase, se não for a frase certa o texto não vem”. Por que contos? Apaixonado por contos e novelas, com um romance inacabado e um punhado de poesias, contos são o que André se sente mais confortável em escrever. “Vou atrás dos livros que me fazem sentir alguma coisa. Gosto de pensar que escrevo algo que faz sentir também. O romance me parece muito pretensioso às vezes, eu sinto que tenho que ser muito organizado e controlador para criar aquela obra e eu não sou muito fã de uma escrita controlada, prefiro algo que me escapa. Nesse aspecto o conto é o formato perfeito.” Uma dica fundamental que André dá para quem quer escrever, além do ato da escrita em si é a leitura. “Escrever sempre, sobre qualquer coisa, sem pretensão de escrever algo de bom, é como podemos, eventualmente, escrever algo muito bom. E toda escrita se inicia num ato de leitura, seja ele qual for. Quando olhamos pro mundo ao nosso redor, estamos lendo tudo, então é nesse momento que precisamos ser ativos, fazer uma leitura intencional e política da vida ao nosso redor. Quando chega a hora de escrever, temos que abrir mão de nós mesmos. A linguagem e o texto é sempre muito maior do que a gente e nossas intenções”. Sobre A Era dos Princípios A Era dos Princípios será a segunda publicação do autor, que conta que só após o mestrado começou a levar um pouco mais a sério a sua produção e a buscar espaços para publicação. “Não sei se sou apaixonado pela literatura tanto quanto sinto necessidade dela. Talvez, escrever também seja consequência de não saber o que é escrever, então vou tentando”, disse. “A Era dos Princípios surgiu no início de um novo caderno, em 2018. Eu estava pensando sobre o que poderia ser uma boa primeira frase para um caderno. A imagem do encontro final me veio e a primeira frase pareceu se mostrar. Pra mim ele fala de questões fundamentais da vida, da necessidade do outro, da displicência de acreditar que nossa concepção e o que pode reger o mundo. É uma provocação enorme, então quando eu leio eu sempre me pergunto como eu estou me colocando nas minhas relações. E o cenário bíblico foi a forma de deixar mais provocante ainda, interrogar a concepção religiosa com uma visão talvez mais moderna e mais necessária para o mundo atual”. A coletânea Contos do Além-Mundo, que já teve sua capa revelada e está disponível para compra, reúne contos de 15 novos autores brasileiros. Saiba mais sobre o livro clicando na imagem:

Porque "Não verás país nenhum" é importante para o momento do país (e por que você deveria lê-lo)

Queimadas incessantes. Cidades cobertas por fuligem. Silêncio dos governantes e das grandes mídias. Para muito além do caos vivenciado dia a dia pela pandemia da covid-19, vivemos um outro cenário ainda mais assombroso: nosso pantanal está em chamas. E pouco se fala a respeito – ou, pelo menos, quem deveria dizer algo distorce os fatos ou simplesmente ri. Ver esse tipo de silêncio em relação àquilo que é extremamente importante para o país já seria assustador por si só, não fosse a leitura de um livro que, todos os dias, deixa de ser uma mera possibilidade e passa a ser algo real: Não Verás País Nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão, publicado em 1981. Não deixe a data te enganar, esse livro não poderia ser mais atual. Nessa obra distópica, acompanhamos a vida de Souza através do seu dia a dia na grande São Paulo de futuro não determinado, mas, indubitavelmente, inóspito: há pessoas de mais e comida e água de menos; calor insuportável que não dá trégua, pois há anos não se vê uma gota de chuva. Fora os bolsões de calor que, em determinadas horas do dia, têm a capacidade de incinerar qualquer coisa que esteja dentro deles devido às elevadas temperaturas. Não se pode ser contrário ao governo e os cidadãos vivem praticamente num torpor induzido. Cientistas foram caçados e a própria ciência passa a ser uma piada. O ensino é puramente técnico e já não existem mais livros. O próprio Souza fora professor de História uma vez, mas isso em um passado distante – em que existiam empregos reais. Agora ele trabalha num emprego medíocre, fruto de uma falsa necessidade. Nesse cenário, a Amazônia não é nada além de um grande deserto que fora repartido inúmeras vezes até se tornar uma terra árida – e houve festa por parte das autoridades quando isso ocorreu, já que, com esse fato, o Brasil possuiria o maior deserto do mundo. A história acabou sendo escrita de uma forma favorável. Por conta disso, os alimentos tiveram de passar a ser feitos em laboratórios, e a água não era nada mais que o tratamento da urina de todos os cidadãos. Aqui, só se teria acesso aos bens naturais escassos quem pudesse de fato pagar por eles. Souza, que antes se via condicionado a sua situação como todos os outros, agora é obrigado a se deslocar em meio a todo esse caos por um simples motivo: um buraco que surgiu na palma de sua mão, de origem desconhecida. Poderia ser algo banal se esse furo não o tivesse colocado na categoria de “deformado”, como a sociedade via. Por consequência, perde seu emprego, a esposa e até mesmo a moradia. O problema é que esse furo vai muito além de uma mudança física: algo se transforma na mente de Souza. Os questionamentos e o senso crítico de outrora começam a, pouco a pouco, transpor o véu da sedação que antes lhe cobria a mente. Com isso, Souza se aproxima daqueles à margem da sociedade e vê que, para muito além do assombro que São Paulo se tornou, existe muita coisa pior ao seu redor. Por meio dessas situações que o protagonista acaba se colocando, somadas ao pano de fundo desse país às avessas, Loyola nos faz refletir sobre noções de futuro, bem como o impacto de problemas ambientais – no que, aliás, foi pioneiro: pouco se falava a esse respeito no brasil na época do lançamento do livro. Em nossos dias, convivemos com a realidade triste de diversos desastres causados pelo homem. O autor também nos instiga a refletir a respeito dos perigos de uma população que não é estimulada a buscar conhecimento e a pensar por si só, e as consequências da má escolha de políticos que não se importam com preservação ambiental ou direitos humanos básicos, e cujos interesses financeiros estão acima de toda uma população. Embora lançado há décadas, não poderíamos ver mais paralelismos entre as páginas de Não Verás País Nenhum e a realidade em que vivemos. A obra conta com um texto carregado, que te faz sentir não só a secura desse lugar, mas também o desespero de uma sociedade estagnada e com pouca perspectiva de mudança. Contudo, é uma leitura necessária. É assustador, sim, pensar que podemos estar caminhando para aquele Brasil desolado de lá. Mas, para muito além do medo suscitado pela descoberta, que a tomemos como um aviso: ainda há tempo de mudar a história.

Afrofuturismo

O Afrofuturismo é, em sua totalidade, movimento multidisciplinar que engloba vários, senão todos, os tipos de arte. Promovendo o resgate da mitologia e cosmologia africanas, o movimento combina tais elementos com a tecnologia, ciência e um futuro desconhecido. Sendo assim, é possível nomear afrofuturista a produção artística que se dá pela união entre ficção especulativa, perspectiva e protagonismo negros. Essas denominações podem ocorrer sobre o gênero, personagens ou ambiente da obra. O movimento surgiu na década de 1960, momento de grande efervescência cultural e do grande boom dos movimentos de direitos civis. O grande pioneiro afrofuturista foi o artista Sun Ra, cujas ocupações eram a música, a poesia e a filosofia. Sun Ra defendia um futuro em que negros estivessem vivos e íntegros em todos os aspectos de suas vidas. Entretanto, o afrofuturismo vingou mesmo na década de 1990, justamente no pós-guerra dos países africanos. Devido a toda gravidade das perdas e traumas, artistas do continente africano iniciaram movimentos visando acabar com a visão exotizada sobre o povo negro. Assim, começaram a contar as suas histórias de acordo com os seus pontos de vista. Porque, convenhamos, sabemos que todas as histórias contadas até aqui foram perpetuadas pelo colonizador. Na literatura, o movimento ganhou corpo com Octavia Butler, californiana, autora de livros como Patternmaster e Kindred – primeiro livro da autora traduzido no Brasil. Como crítica à cultura pop, a roteirista Ytasha Womack explora a falta de diversidade nas mídias, questionando a falta de negros e outras minorias no ramo. No Brasil, há nomes como Fábio Kabral, escritor carioca, que aborda o afrofuturismo em perspectiva nacional. Sexualidade e ancestralidade africana são alguns dos temas tratados pelo autor. Ainda na terra ‘brasilis’, temos a Coletânea Afrofuturismo, organizada pelo escritor Junno Sena, da revista re_CORTE. Essas produções fazem com que possamos pensar que um povo, que há séculos vem sendo perseguido, assassinado e menosprezado, deve ter o direito de vislumbrar um futuro. Um futuro que não seja vivido em meio à dor, fome, desespero e pobreza. “É imaginar um futuro em que negros existam. Sonhar que, após serem massacrados por europeus, discriminados por brancos e mortos pelo racismo, negros sobreviveram o suficiente para verem carros voadores e seres de pele esverdeada.” Esse é um dos trechos mais marcantes da coletânea de contos Afrofuturismo. Em linhas simples, queremos que nos deixem viver. Que nós, pretos, tenhamos sonhos e ambições e que vivamos o suficiente para usufruir disso. DICAS DE LEITURA Kindred, Octavia Butler. Afrofuturism: the world of black sci-fi and fantasy culture, Ytasha Womack Coletânea Afrofuturismo, Junno Sena e outros autores. Sankofia, Lu Ain-Zaila.

Dicas de podcast para quem ama literatura

Hoje, reunimos aqui alguns podcast literários imperdíveis para todos os amantes da sexta arte: a literatura. Muita gente acha que podcast é igual ao rádio, mas não é. Em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, o podcast pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história, ter entrevistas e debates sobre os mais diversos assuntos possíveis. Confira a lista e, se tem algum podcast literário que não listamos, mas que precisamos conhecer, deixe nos comentários! 30MIN Um podcast bem humorado que tem o objetivo de mostrar que a literatura é algo vivo, caloroso e acessível para todo mundo com temas como crushes nos livros, bêbados produtivos e violência literária. O 30MIN traz várias discussões sobre livros famosos e também sobre temas como Tropicália, Realismo, Semana de Arte Moderna, entre outros assuntos referentes ao universo literário nacional e internacional. Gente que escreve É um programa feito por escritores para escritores e todas as pessoas que apreciam a arte de escrita. Semanalmente, o programa debate a escrita como profissão, colocando em discussão processos, dificuldades e conquistas. Publishnews Todas as notícias sobre o mercado editorial e a indústria do livro, eventos literários, literatura, leitura, livros digitais, best-sellers e muito mais. Rabiscos O Rabiscos é um podcast literário apresentado pela jornalista Jéssica Balbino e pelo escritor Tadeu Rodrigues com episódios semanais. É um lugar de discussão sobre livros, poesias, resenhas e bate-papos. Curta Ficção Um podcast para escritores e entusiastas, apresentado quinzenalmente, onde aborda, por meia hora, discussões sobre literatura e dicas para escritores que estão se aventurando no mundo da ficção. Além de abordar a escrita, eles conversam sobre os processos editoriais, atualidades e mercado. Ilustríssima Conversa O podcast reúne, a cada duas semanas, autores de livros de não ficção e intelectuais para discutir suas obras e seus temas de pesquisa. Já participaram: Elena Brugioni, pesquisadora de literatura africana comparadas; Sergio Augusto, que debateu os rumos do cinema em meio à pandemia do coronavírus; Sidney Chalhoub, que lembrou a politização de epidemias ao longo da história, entre outros convidados. Read Or Dead (inglês) O podcast Read or Dead é sobre livros de crime e mistério. Apresentado por Katie MacBride e Rincey Abraham, o programa abrange de tudo, desde as diferenças entre os livros de suspense e mistérios até colaborações entre autores, e ainda mistérios da vida real envolvendo autores famosos. O podcast é em inglês, mas para quem se interessar, é uma boa pedida!

Noveletas brasileiras para ler em um dia

Quem aí gosta de diversificar o que lê e descobrir coisa nova? Tentar gêneros literários diferentes pode ser uma boa escolha quando as leituras do momento não fluem. Afinal, leituras também têm seu momento, certo? Melhor que forçar uma que não está andando é investir em contos ou noveletas, obras mais curtinhas que podem te tirar da ressaca literária e dar aquele up no seu ritmo de leitura. E por que não se aprofundar ainda mais nessa busca por diversidade com obras brasileiras? Aqui, compilamos alguns contos e noveletas dos mais diversos gêneros, seja suspense, ficção científica, horror... Temos de tudo um pouco, mas confessamos que pendemos um pouco mais para o lado do horror fantástico dessa vez, e olha que outubro ainda está longe! Melhor ainda: as obras escolhidas têm elementos fantásticos tipicamente brasileiros. E mais: todas estão disponíveis gratuitamente na loja Kindle! Curtiu? Então se liga nessas recomendações: A noite tem mil olhos Autor: Alec Silva Número de páginas: 23 Num futuro não tão distante, o Nordeste iniciou o processo de separação do resto do país. Entre guerras nas fronteiras e o caos instaurado pelo novo processo, elementos do imaginário popular tornam-se mais reais do que nunca. Numa noite qualquer, ao refletirem sobre as transformações vividas pelo país, dois amigos se veem protagonistas de uma situação que, até então, pareceria impossível. Onde encontrar: https://tinyurl.com/y44shoap Codinome Electra Autora: Lady Sybylla Número de páginas: 38 Como seria lutar numa guerra totalmente mecanizada e implacável, mas sem um inimigo conhecido? É por isso que os klateanos passam: jamais viram a face de um magojin, raça que é seu desafeto mortal. No entanto, tudo isso muda quando a tenente-especialista Electra captura um magojin em uma de suas operações. Como, então, continuar uma batalha extrassolar quando seu inimigo não é aquilo que se esperava? Onde encontrar: https://tinyurl.com/y33apotz Quando tocam os tambores Autor: Lucas Dallas Número de páginas: 60 Três trabalhadores, com a incumbência de transportar uma carga, se veem sem escolha a não ser cortar caminho pelo lugar mais aterrorizante da cidade de Santa Clarice. Com tamanho augúrio terrível, o que poderia dar errado, não é mesmo? Onde encontrar: https://tinyurl.com/y3drl6vb Uyara Autora: G. G. Diniz Número de páginas: 11 Às vezes, até mesmo as maiores guerreiras sobrevivem por muito pouco. Depois de enfrentar um inimigo de habilidades inimagináveis, Uyara consegue derrotá-lo, mas não sai intacta. Qual seria o preço da vitória? Onde encontrar: https://tinyurl.com/y2rhanu3 O Capeta-Caolho contra a besta-fera Autor: Everaldo Rodrigues Número de páginas: 88 Nos anos 30, no nosso sertão, um prefeito, diante de uma ameaça sobrenatural, se vê obrigado a recorrer à ajuda de uma ameaça humana tão aterrorizante quanto aquilo que busca combater: os cangaceiros. Quando o mal fantástico e o humano se encontram, quanto sangue pode jorrar? Para aqueles que, como eu, são meio sensíveis a determinados tópicos, sugiro cautela com esse título: algumas páginas pingam sangue. Onde encontrar: https://tinyurl.com/y49ntukt E aí, algum chamou a sua atenção? Boa leitura, e não esqueça de contar pra gente se gostou! ;)

Contos do Além-mundo: as sinopses

Semana passada o Coletivo fez um ano e hoje começamos a contagem regressiva para o lançamento do Contos do Além-mundo. Para comemorar, decidimos divulgar as sinopses de todos os contos! Yaaaay! Para saber mais sobre os autores: clica aqui! Então apertem os cintos. Segurem os forninhos. E vamos lendo: A Canção de Eos, de Milles Gattis Depois que a Grande Devastação atingiu a humanidade, libertando a fúria do Elemental, todos foram obrigados a sobreviver de forma limitante nas cavernas subterrâneas do planeta Eos. Quando a grei da Tropa Exploratória traz ao subterrâneo a notícia de que não há mais alimento do lado de fora, quase todos os humanos perdem suas esperanças, entregando-se ao destino. Todos, exceto o curioso e otimista Skadi Priamar. Movido pelos seus ideais e os do próprio pai, Skadi parte em uma aventura no exterior das cavernas para provar a todos que ainda existe uma maneira de sobreviver: ir mais longe, quebrar os limites. A Lâmina do Clérigo, de Tomas Rohga Sentado numa mesa de taverna, José repara o relógio travado às 11h06. Mais do que uma falha mecânica, percebe que o tempo se congelou de todo ao seu redor. Demônios saem das profundezas. É tempo de caça. E José, como Clérigo, precisa defender a taverna de se transformar num açougue demoníaco. A mulher que matou o topshooter, de Micael Bretas Em um futuro distante, Lena conseguiu o impensável: matou o maior atirador da guerra. Desacostumada a sair de casa, agora se vê oprimida pelo prestígio recém adquirido. Entre um passeio no quartel general e inúmeras crises de nervosismo, tem que decidir se entra ou não para o exército. Mas como alguém aparentemente tão frágil derrotou o oficial mais perigoso? É um mistério que ela revelará no momento apropriado. Única Fuga Possível, de Alexandre Sant'Ana Sem memória e perdida na estação de trem de uma colônia lunar de um planeta qualquer, uma garotinha precisa da ajuda de um robô e de uma idosa para reencontrar seus pais e retornar para casa. Todavia, sua jornada sofre um terrível revés quando ela descobre quem realmente é, de onde veio e qual será o seu trágico destino. Meu reino por Um por cento, de Paulo Florindo No reino numeral da casa centesimal, as aparências são mais importantes do que a realidade escondida por detrás da não tão nobre realeza. Uma suspeita de adultério no seio do castelo de Abrantes balança as estruturas do reino. Quatro por Centro, membro da periferia centesimal, intervém para tentar manter a paz e o equilíbrio entre a nobreza ensandecida. Leoas Também Choram, de Daguito Rodrigues Leoas Também Choram é um conto sobre maternidade, preconceitos e luta. Conta a história de Nagoia, um ser fluido vindo de uma Borda distante da galáxia com seus dois filhos. Ela chega à base de Luna pronta para finalmente retornar à Terra. Até que um de seus filhos se mostra contaminado. Então, Nagoia tem de usar de todas as suas armas para convencer um oficial burocrata do governo a esquecer as leis e fazer de tudo para ajudá-la. Expresso Turístico, de Cecilia Bortoli Expresso Turístico é um conto de ficção narrado por trocas de cartas entre as amigas Amélia e Mariana. Em um futuro ameaçador, onde a comida e o ar são tóxicos e os governantes impuseram diversas amarras à liberdade e à privacidade dos cidadãos, Mariana vive uma grande aventura pelos trilhos do temido Expresso Turístico – lugar das pessoas sem rosto – até se deparar com uma possível felicidade em meio ao caos. No Fim do Horizonte, de Roberto Schima Uma nave tripulada por dois andróides detectaram uma irregularidade no tecido da radiação cósmica de fundo, um nódulo pulsante, e vão até os confins do Universo investigar. Para seu espanto, descobrem que a fonte dessa perturbação é o destroço de uma astronave muito maior que a sua, sendo sua idade avaliada em quatorze bilhões de anos, a mesma idade do próprio Universo. Reconciliação, de Vitor Takayanagi O que acontece com os habitantes de um universo de fantasia quando morrem? Como será o pós-vida para um elfo? É o que o orgulhoso príncipe élfico Thyllion vai descobrir ao morrer, e não vai ser como ele esperava, apesar do vinho ser excelente. O Eclipse da Moeda, de Atlas Hutton A moeda física foi extinta e, no ambiente que já era selvagem e ultra-capitalista, acompanhado pela revolução tecnológica e a colonização espacial, a galáxia se torna cada vez mais hostil. Enquanto o mundo for perigoso, sempre haverá ladrões como Hans. No entanto, longe dos grandes golpes, ele tem uma ideia que pode mudar o rumo de sua vida e de Alisson. O Glorioso Império Galático, de Luis Felipe Mayorga O império galáctico de Urawatha prepara-se para colonizar o primitivo planeta Terra, com seus habitantes suicidas e agressivos. Mas o excesso de confiança pode ser sua ruína. Portos piratas e pudins passados, de L.P. Araújo Edgar, forasteiro e estudioso, embarca com seu companheiro de viagens, Xavier, em um peculiar navio que flutua sobre as nuvens. Seu objetivo era relatar uma típica jornada desta embarcação, mas ele se vê absorto com o fato da capitã do Choque Catabático II ser uma antiga companheira que era tida como morta. Há uma grande possibilidade de que ela não lembre dele, mas Edgar tem a viagem inteira para tentar se reaproximar. A era dos princípios, de André Gouvêa Nunca saberemos como foi o início de tudo. Em A era dos princípios acompanhamos uma outra leitura da Gênesis, onde um ser muito poderoso (mas não todo) faz de tudo para não perder seu grande amor. Mas quais serão as consequências de seus atos? Histórias de Escudeiro, de Luana Cruz Histórias de Escudeiro relata a história de Liane, que sempre viveu à sombra do protagonismo de outras pessoas, em sua aventura de buscar a coragem de viver sua própria história. Nascida a alguns anos-luz da Terra, em um planeta pequeno e provençal chamado Ihbrid, ela foi escolhida desde cedo para treinar na escola que forma os líderes das comunidades, e essa escolha trouxe responsabilidades que ela não queria e um amor que não sabia que precisava. Esse conto narra suas histórias de descobertas sobre si e como até coadjuvantes podem ser protagonistas da sua própria história. Os Cavaleiros de Ael: a realidade que nos molda, de Samuel Soares Daleon, um Elfo-Cinzento, pertencente à ordem dos Cavaleiros de Ael, viaja a cavalo com seu companheiro, Wiloy, nas frias montanhas de Nadralha. Enquanto tentam fugir de uma nevasca, decidem parar em uma estalagem de beira de estrada. Carregando a sensação de que se esqueceu de algo, sem saber ao certo como chegou até ali, e sentindo uma influência mágica sobre seus poderes, Daleon busca respostas sobre o que está acontecendo naquele lugar, mas essas respostas, acabam por expor mais sobre si mesmo, do que, de fato, sobre seus objetivos na região. Embarcando numa viagem de autoconhecimento, Daleon começa a ver que a vingança é apenas uma pequena parte de uma história maior.

A arte do escritor não é só dele

Como escritora, não há nada que eu saiba sobre a minha escrita. Não sei como ela será recebida, como será lida ou interpretada. Como escritora, eu insiro símbolos em uma página em branco e torço para que eu tenha me saído muito bem no que me propus a fazer. Escrever é tão imprevisível que, às vezes, nós mal sabemos como começamos a escrever o que escrevemos. Acredito que mal tenho controle das minhas próprias palavras, enquanto escrevo. É como se a escrita fosse dona de si mesma, tornando minhas mãos reféns daquilo que elas mesmas trouxeram à vida. É uma relação complexa. Uma vez que as palavras chegam à superfície, você não pode impedir o derramar delas. É impossível controlar este processo. Então, você senta e escreve. Porque as palavras não esperam por você. Elas querem vir à vida, elas querem mostrar a que vieram. Você não pode impedir a enchente. Precisamos vestir a nossa roupa de banho e aprender a nadar nesta imensa organização bagunçada. Tenho pensado muito na relação escritor x escrita x leitor porque, querendo ou não, esta relação é perpétua em todo processo de escrita que você possa se encontrar. Você pode colocar as tuas palavras em estruturas, trabalhar ideias de certa forma, mas não há como controlar como a escrita transpassará a barricada entre você e o leitor. Talvez, eu tenha pensado em caracterizar minhas personagens como pessoas altas, mas, uma vez que as minhas palavras estão lá fora, há a possibilidade de que uma personagem alta não faça sentido ao leitor. Então, ele pode pensar “hmm acredito que personagens altas não combinam muito bem, então estou decidindo que elas podem medir menos de um e sessenta de altura”, e não há nada a fazer sobre isso. Literalmente nada. Então, essas são as coisas que acontecem no ofício de ser um escritor e gostar de ser um. Tenho lido muito e assistido a muitas aulas e palestras sobre processos de escrita e o papel do escritor em sociedade, e cada vez mais chego à conclusão de que somos o que somos por causa dos leitores. Afinal, para que escrever se não há quem leia? Pode parecer óbvio, mas percebo que nós, escritores, podemos nos esquecer disso muito, muito facilmente. Nossa arte não é só nossa. Ela não tem valor se for só para nós. Minha alegria, como alguém que escreve, precisa estar fundamentada na leitura das minhas palavras, também, e no feedback, na crítica, na aclamação ou no fiasco. Como escritores, precisamos entender que não somos nem o ponto inicial nem o ponto final da nossa escrita. Somos algo ali no meio, algo um tanto quanto indefinido. Somos, talvez, os mediadores entre as palavras e nossos leitores. Acredito que precisamos entender sempre que não somos os protagonistas de nossa escrita. Enquanto escritores, precisamos deixar o ego de lado, porque não é sobre nós. Nunca é. É sobre os mundos que trabalhamos para dar à luz, as vozes que suamos para encontrar o tom certo. É sobre entregar o nosso melhor, sabendo que vamos trabalhar à exaustão, mas entendendo que a nossa escrita tem asas; e que nossos leitores mal podem esperar para atraí-la e abraçá-la como uma amiga que era esperada há muito tempo.

Livros não deveriam ser um artigo de luxo, livros são um direito! #defendaolivro

"Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” – Mário Quintana Já rolou um post sobre esse assunto no Instagram do Coletivo (clica aqui para seguir a gente lá), mas é necessário me aprofundar mais no tema e explicar o porquê eu acredito que você deveria – se ainda não o fez – assinar e compartilhar o abaixo-assinado #defendaolivro (link aqui). Leiam o texto. Se informem. Usem a #defendaolivro! Semana passada todos nós vimos uma grande comoção nas redes sociais por causa de uma nova proposta de tributação apresentada pelo Ministério da Economia. E por que isso seria um problema? Os livros, hoje, são isentos de impostos (e isso vem assim desde 1940 e essa decisão foi corroborada pela Constituição de 1988) e, com essa reforma, o livro passaria a ser taxado em 12%. Olhando assim, de forma abstrata, parece não ser muito, mas aí é que as coisas ficam mais complicadas. A Editora Wish fez, para exemplificar como isso impactaria o lançamento de um livro, uma série de posts no Twitter (link aqui): Se vocês já conhecem algo do mercado editorial, talvez já tenham pensado nisso, mas se não, deixo aqui mais uma informação: o Estado ganharia mais que o autor do livro (que ganha perto de 10% aqui no Brasil). Com essas informações já fica claro que um imposto desse atingiria toda a cadeia de produção e quem vai pagar o preço dessa alteração é o leitor. As editoras não têm como manter os preços praticados hoje e arcar com mais 12% de tributação. Posso fazer um post falando, na prática, sobre precificação, lucros, direitos autorais e tudo mais, mas adianto que o mercado editorial é feito de trocados e, dificilmente, uma empresa conseguiria absorver essa taxação sem repassar o valor para o consumidor. E tudo fica pior: o mercado editorial está começando – ênfase no começando – a sair de uma das maiores crises que já houve no segmento. Incontáveis lojas e editoras fecharam, os leitores estão comprando cada vez menos livros, negócios vem tentado se reinventar de mil formas para manter suas portas abertas e todos os funcionários que fazem parte da cadeia de produção empregados. Como um mercado que está funcionando aos trancos e barrancos acomodaria um aumento desse? Te respondo: não acomodaria. Políticas envolvendo os livros deveriam existir para garantir acesso à literatura a cada vez mais pessoas. O que essa reforma fará é exatamente o oposto. É uma forma de tornar a cultura cada vez mais inalcançável para grande parte da população brasileira. E não, a solução não é deixar na mão do Estado a distribuição de livros para pessoas menos favorecidas (me pergunto quais tipos de livros seriam distribuídos...). Olha esses dados: você sabia que 1/3 da população brasileira diz nunca ter comprado um livro? Que a média de livros lidos por ano é 4? E, se falarmos de livros lidos até o fim, esse número cai pela metade? Com esses dados, como podemos pensar em onerar ainda mais um bem tão precioso? Deveríamos estar pensando em incentivar a leitura, produzir literatura de qualidade e com preços acessíveis, novas formas de possibilitar o acesso aos livros para todas as pessoas. Para quem ainda acha que só quem se interessa por literatura é gente rica, deixo aqui mais alguns números expostos pelo Luiz Schwarcz, editor da Companhia das Letras (link para o texto completo aqui): na última Bienal do Livro no Rio de Janeiro, que movimentou 600 mil pessoas, grande parte dos frequentadores foram jovens da classe C; na Flupp (festa literária das periferias), 97% do público disseram ser leitores assíduos, 51% têm entre 10 e 29 anos, 72% são de não brancos e 68% pertencem às classes C,D e E. Esse público começou a participar do mercado editorial tem pouco tempo (entre outros fatores, por causa de políticas públicas dos governos FHC e Lula) e, mesmo durante períodos de crise e inflação (como nos governos Dilma/Temer) as editoras e os livreiros conseguiram manter os preços estáveis e garantir a permanência desses novos leitores no mercado. O livro é um item elitizado, mas isso não significa que é só a elite que consome literatura. É desesperador pensar nas ramificações que um decisão dessa acarretaria em toda uma indústria, mas, como falo de livros, não é só com a parte econômica que precisamos nos preocupar: livro é cultura, conhecimento, representatividade, alento, refúgio... livros trazem crescimento pessoal, coragem para enfrentarmos as adversidades, força para seguirmos em frente.... para muitas pessoas livros são amigos, confidentes, são aquele momento onde percebemos que outras pessoas existem como nós e que não estamos sozinhos. Mais do que conhecimento didático (apesar de também ser isso), livros são viagens, aventuras, paixões, compartilhamento de experiências... são como podemos aprender sobre outras vivências, as lutas e as conquistas dos demais. É como mantemos o nosso passado em cheque, para que não cometamos os mesmos erros. Livros são fontes inesgotáveis de todo tipo de conhecimento possível. Desde o século XX a.C. que o livro está presente na história da humanidade: a “Epopeia de Gilgamesh”, da Mesopotâmia, é o livro mais antigo que temos registro. Não há como não falarmos da Biblioteca de Alexandria, que comportou mais de 700 mil livros e que, infelizmente, se perdeu por causa de um grande incêndio. Os astecas e os maias faziam livros da entrecasca de árvores. No século XV (aqui já depois de Cristo), o livro ganhou o formato que temos hoje. A invenção da prensa móvel, por Johann Gutenberg, popularizou o livro. Sabe por quê? Porque ele ficou mais barato! Então, me pergunto: quem seria beneficiado pela taxação dos livros? Para finalizar esse texto (e espero já ter conseguido te convencer a assinar o abaixo-assinado), peço a ajuda de Antônio Candido que, em seu ensaio “O direito à literatura”, explica brilhantemente o porquê do acesso aos livros ser tão fundamental: “[...] a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação, entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo. Os valores que a sociedade preconiza, ou os que considera prejudicais, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação dramática. A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos dialeticamente os problemas.” - Antonio Candido, do ensaio “O direito à literatura”, no livro “Vários escritos”. 3ª ed.. revista e ampliada. São Paulo: Duas Cidades, 1995. Hoje, peço que todos assinem o abaixo-assinado e ergam a #defendaolivro ! Precisamos fazer a nossa parte para manter viva a literatura no Brasil. Link para o abaixo-assinado: https://www.change.org/p/defenda-o-livro-diga-n%C3%A3o-%C3%A0-tributa%C3%A7%C3%A3o-de-livros Fontes utilizadas: CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 3ª ed.. revista e ampliada. São Paulo: Duas Cidades, 1995. https://claudia.abril.com.br/blog/juliana-borges/defendaolivro/ https://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/A-falacia-de-Guedes http://www.queriaestarlendo.com.br/2020/08/em-defesa-do-livro-defendaolivro.html

Resenha: Insano Zodíaco - Meus de Estimação

Olá, queridos leitores! Hoje vim compartilhar com vocês a resenha de um autor nacional que publicou junto à editora, que trouxe uma proposta diferente e se torna super fácil e prática para uma leitura mais rápida. Editora: Arkanus Ano: 2019 Páginas: 63 Autor: Marcos Diniz Sinopse: Um cruzeiro. Doze pessoas. Um jogo mortal. Doze signos. Quem sairá vivo? Quem é o assassino? Se você recebesse um convite para embarcar em um cruzeiro, com tudo pago, você aceitaria? Você está convidado a embarcar conosco e desvendar esse mistério. Que é o Insano Zodíaco? Resenha: Doze pessoas desconhecidas entre si ganham, misteriosamente, um cruzeiro e são convidadas a embarcar no navio com uma viagem sem custo nenhum para os participantes. Ao embarcar, descobrem que se meteram em uma grande enrascada e não poderão sair dali se não participarem do jogo maligno, que fora idealizado especialmente para elas. No navio, as pessoas são chamadas não pelos seus próprios nomes, mas sim pelos seus signos. Uma voz computadorizada guia o jogo, dita as regras e o que elas deverão fazer. A partir daí, um massacre começa e todos lutam pelas suas vidas e para descobrir quem é a pessoa por trás desse jogo mortal terrível. O livro é curtinho, o que facilita a leitura. Mas, mesmo sendo curto, é bem envolvente e te dá aquela sensação de “desespero” e vontade de querer saber como será o final e quem é a pessoa insana por trás disso tudo. A ficção faz parte do projeto Livretus, da editora Arkanus Editorial, que foi idealizado com a proposta de dar a possibilidade de novos autores divulgarem seus trabalhos através de um conto que se enquadra dentro de 5000 a 7500 palavras, no máximo. E, apesar de ser uma história curta, é única e especial tanto para o autor que a escreve, quanto para o leitor que tem a experiência de lê-la. Confesso que não é o tipo de livro que estou acostumada a ler, afinal gosto mais de romance e outros tipos de livros mais leves. Porém achei bem interessante a história, e o autor retrata muito bem todos os acontecimentos. Espero que leiam e gostem. Quem já leu ou se interessou pelo tema comenta aqui para sabermos. Se quiserem dar dicas de livros todas serão muito bem vindas. Até a próxima pessoal...

10 livros de fantasia e sci-fi escritos por autores negros

Mês passado nós começamos a ver uma movimentação bem grande sobre o movimento Vidas Negras Importam. Mas nós sabemos que essas lutas e movimentos não podem ser algo de apenas um mês, é uma luta diária e constante, até que os direitos das pessoas negras sejam garantidos e respeitados. Pensando nisso, e atendendo a pedidos de mais listas de indicações de livros, bolamos uma lista com 10 livros escritos por autores negros. Literatura é um reflexo da nossa sociedade, mesmo fantasia e sci-fi (fica o lembrete 😉)! Aqui, deixamos um link para quem quiser saber mais sobre o movimento e formas de ajudar: https://vidasnegrasimportam.changebrasil.org/?gclid=CjwKCAjwi_b3BRAGEiwAemPNU4PrYCXz8HS9ZrY_gJCHxKo8ZSQgKjV69OEjQ7A9JsIEy6KG9NSM3BoCyR0QAvD_BwE As imagens apresentam links diretos para compra na Amazon, mas se você quiser apoiar a sua livraria local, demos algumas dicas aqui: Como ajudar a sua livraria local em tempos de quarentena. Livros na lista: 1. Contra Tempo, de Henri B. Neto 2. Se tudo der errado amanhã, de Johnatan Marques 3. A TRILHA: Recomeços, de Mariana Madelinn 4. Sankofia: Breves histórias sobre Afrofuturismo, de Lu Ain-Zaila 5. Belles (Saga Belles Livro 1), de Dhonielle Clayton 6. O Caçador cibernético da Rua Treze, de Fábio Kabral 7. Bruxa Akata, de Nnedi Okorafor 8. A Quinta Estação, de N.K. Jemisin 9. Filhos de sangue e osso (O legado de Orïsha Livro 1), de Tomi 10. Kindred: laços de sangue, de Octavia E. Butler 1. Contra Tempo, de Henri B. Neto Sinopse: Nicolas Guerra nunca foi de se preocupar muito com as coisas que lhe aconteciam. Todos ao seu redor chamavam isto de imprudência. Ele chamava de não ser neurótico. Entretanto, ao perceber que os seus sentimentos por Eduardo Müller podem não ser os mesmos que nutre por seus outros colegas da República de estudantes onde vive, o rapaz vai se dar conta de que – mesmo contra o seu desejo de evitar problemas - sua vida não está seguindo a trilha considerada “mais fácil”. E, entre os dilemas de ter que lidar com a confusão em sua cabeça e os ataques de um desafeto preconceituoso, Nico vai precisar enfrentar um obstáculo maior do que esperava em seu caminho para ser ele mesmo: o próprio Tempo.
“Contra Tempo” é uma divertida história sobre lapso-temporal, amizades fiéis, auto aceitação e (obviamente) romance – do mesmo autor de “Recomeço”, “A Garota” e “Regras da Atração”. Sobre o autor: Em sua bio do twitter, o autor se define como: “Booktuber Escritor Ilustrador Fã de Literatura pop Autor de Contra Tempo, Reis da Festa, Uma Canção, Natan & Lino, Mundos Secretos, Recomeço e Replay.” Além de encontrá-lo no Twitter @henrib_neto, ele também está no Instagram @henrib_neto e no Youtube Henri B. Neto l BOOKCRUSHES 2. Se tudo der errado amanhã, de Johnatan Marques Sinopse: "Em uma amostra de seu universo fantástico, Johnatan mostra que ser contaminado pela licantropia é menos prejudicial do que ser fonte de intolerância" - Um Café com Luke Rubens contrai licantropia e vê seu mundo desabar quando família e amigos viram as costas para ele. Na véspera de Natal, convencido por Omar, ele decide tentar uma reaproximação, mas percebe que as coisas não são tão simples assim para quem é marginal. Sobre o autor: Em seu site (http://johnatanmarques.com.br/) o autor se apresenta: “Eu nasci em São Paulo, sou formado em Marketing e atualmente trabalho como designer gráfico, além disso sou autor, ilustrador e quadrinista. Você pode me encontrar no twitter comentando sobre coisas aleatórias com os meus amigos ou ver alguns desenhos que compartilho no Meus Olhos São Castanhos.” Além disso, você também pode encontrá-lo no Twitter @mejohncito, Instagram @meusolhossaocastanhos e Behance Johncito. 3. A TRILHA: Recomeços, de Mariana Madelinn Sinopse: “Você sente como se não se encaixasse nesse mundo? Ou como se faltasse um pedaço? Bom, algumas pessoas realmente não sabem tudo sobre suas vidas. E descobrir isso pode ser... mágico! Te convido pra caminhar com Marylin nessa jornada. Talvez ela perceba o quanto o passado e o presente se misturam em sua história. Melhor: talvez todos nós sejamos peças fundamentais pra salvar uma cultura inteira! Fique atento e não perca o chamado! Seus ancestrais podem estar solicitando que você cumpra uma missão.” Sobre a autora: No Instagram @madelinnautora, a autora fala sobre si: “⏺️ Poeta no blog Cantar à Vida (@cantaravida) ⏺️ Escritora de Realismo Fantástico ⏺️ Baiana com dendê, 25y.” Além disso, você acha ela no Facebook @madelinnautora . 4. Sankofia: Breves histórias sobre Afrofuturismo, de Lu Ain-Zaila Sinopse: “Sankofia é uma viagem por 12 contos de inspiração afrofuturista que passeiam por várias possibilidades literárias, mesclando, por exemplo, empregadas domésticas e terror social, Maracatu e Sword & Soul, patrimônio histórico e mistério; fantasia, poderes e representatividade, ficção científica e o que nos faz humanos; cultura e mitologia africana. Enfim... é presente, passado e futuro alinhados sobre palavras nos fazendo viajar por incontáveis mundos.” Sobre a autora: Lu Ain-Zaila está no Instagram @brasil2408, Facebook @luainzailabr e Twitter @LuAinZaila, onde se define como “Escritora e viajante entre mundos.” Suas obras são: Duologia Brasil 2408 e Sankofia. E agora Ìségún, 1a obra cyberfunk. 5. Belles (Saga Belles Livro 1), de Dhonielle Clayton Sinopse: Há uma maldição no reino de Orléans. Tempos atrás, o enciumado Deus do Céu castigou todos os cidadãos do reino a nascerem com uma pele acinzentada, olhos avermelhados e cabelos feito palha. Em compensação, a Deusa da Beleza enviou as Belles para ajudar a tornar o mundo bonito outra vez. As Belles controlam a beleza. Por isso, a cada três anos ocorre um festival. Durante essa celebração, uma nova geração de Belles é apresentada ao público e os reis de Orléans elegem a sua favorita. A escolhida passa, então, a viver no palácio real e tem a incumbência de cuidar da beleza de todos da corte, enquanto as outras são enviadas para trabalhar nas casas de chá espalhadas pelo reino. Tudo o que Camélia Beauregard mais quer é ser a favorita da rainha. Mas, com o tempo, a jovem Belle irá descobrir que essa cobiçada posição não é tão glamourosa assim. As regras são muito rígidas. A corte é perigosa e cheia de segredos sombrios. Além disso, é preciso lidar com a Princesa Sofia – uma garota ambiciosa e capaz de qualquer coisa para se tornar a mais bonita de todas... Afinal, beleza é poder. Belles é uma fantasia tão encantadora quanto perturbadora. Com uma escrita ornamentada, Dhonielle Clayton presenteia os leitores com um mundo onde o preço da beleza é levado ao limite, revelando o lado mais obscuro das pessoas. Sobre a autora: No site da editora Plataforma 21 (que publica os livros da autora no Brasil), ela é definida da seguinte forma: “Dhonielle Clayton cresceu no subúrbio de Washington D.C., no lado de Maryland (Estados Unidos). Ela passou a maior parte da infância com uma pilha de livros na mesa da sala de jantar da avó. Adorava comer cereal com gostinho de mel e limonada cor-de-rosa. Na escola, cobria seus livros com papel pardo e enchia o armário de adesivos. Lápis sempre bem apontados, canetas estranhas e cabeçalhos nas lições de casa também eram uma obsessão. Nerd de carteirinha, ela ia à biblioteca quase todos os dias. Formou-se na Wake Forest University e é mestre em Literatura Infantil pela Hollins University e em Escrita para Crianças pela New School. Dhonielle já perambulou pelo mundo e morou em Londres, Paris e nas ilhas Bermudas. Vive em Nova York, onde pode ser facilmente vista procurando a melhor fatia de pizza.” Ainda, você a encontra no Twitter @brownbookworm, no Instagram @brownbookworm e em seu próprio site https://www.dhonielleclayton.com/ 6. O Caçador cibernético da Rua Treze, de Fábio Kabral Sinopse: “Em O caçador cibernético da rua treze, Fábio Kabral apresenta elementos da mitologia Iorubá em uma aventura futurista de tirar o fôlego. Com uma linguagem contemporânea, o autor cria um universo fantástico rico em detalhes, onde vive um povo melaninado, com visual arrojado e usuário de uma tecnologia avançada. Neste universo, chamado Ketu 3, vive João Arolê, um jovem negro, caçador de aluguel de espíritos malignos. Um personagem complexo, que assim como os deuses africanos é suscetível a incerteza e arca com as consequências de viver em um mundo em que bem e mal não pertencem a dimensões distintas. João tem crises de consciência, dúvidas e insônias. Tenta compensar as mortes que causou como forma de se livrar das consequências dos seus atos. Uma oportunidade de redenção surge quando uma série de assassinatos envolvendo celebridades de Ketu Três faz seu povo precisar de um herói que possa solucionar esta questão. O que João não sabe é que sua tentativa de redenção o colocará frente a frente com questões mal resolvidas do seu passado, personificadas em um caçador vingativo, que o reencontra para um derradeiro acerto de contas. Ao apropriar-se dos códigos do Afrofuturismo para narrar a emocionante trajetória de João Arolê, Fábio Kabral nos ensina sobre a cultura negra, os deuses e a ancestralidade, e nos oferece uma ótima história, daquelas que continuam nos acompanhando após a leitura. Um livro de aventura personalíssimo de deuses, heróis e monstros, que todo leitor apaixonado por aventura e fantasia merece conhecer.” Sobre o autor: Em seu site (https://fabiokabral.wordpress.com), o autor coloca uma pequena biografia: “Fábio Kabral é escritor. Autor dos romances “Ritos de passagem” (Giostri, 2014), “O Caçador Cibernético da Rua 13” (Malê, 2017) e “A Cientista Guerreira do Facão Furioso” (Malê, 2019). Escreve artigos e ensaios sobre afrofuturismo publicados em livros, revistas, reportagens, jornais e blogs. Debate sobre afrofuturismo e afrocentricidade, mitologia e ancestralidade, ficção científica e fantasia em palestras, oficinas, rodas de conversa, podcasts e vídeos na plataforma YouTube. Junto com Karolina Desireé, ministra oficinas de escrita e de criação afrofuturista nas redes SESC e Fábricas de Cultura da Grande São Paulo. Cofundador do site “O Lado Negro da Força”, que promove e fomenta a presença negra na cultura pop. Candomblecista iniciado no Ilê Oba Às̩e̩ Ogodo. Ator formado pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e estudou Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade de São Paulo (USP).” Além do site, Fábio pode ser encontrado no Twitter @Ka_Bral, Instagram @ka_bral e Facebook @okabral. 7. Bruxa Akata, de Nnedi Okorafor Sinopse: “Carinhosamente apelidado de Harry Potter nigeriano, Bruxa Akata tece uma trama de magia e mistério, repleta de mitologia africana. Uma história de amizade, superação e sobre como achar seu lugar no mundo. Sunny tem 12 anos e sempre viveu na fronteira entre dois mundos. Filha de nigerianos, nasceu nos Estados Unidos e é albina. Uma pária, incapaz de passar despercebida. O sol é seu inimigo. Castiga a pele e a expõe aos olhares curiosos. Parece não haver lugar onde ela se encaixe. É sob a lua que a menina se solta, jogando futebol com os irmãos. E então ela descobre algo incrível – na realidade, ela é uma pessoa-leopardo em um mundo de ovelhas. Sunny é alguém com um talento mágico latente, é uma agente livre. Uma pessoa com poderes que nasceu de pais comuns. Logo ela se torna parte de um quarteto de estudantes mágicos, pesquisando o visível e o invisível, aprendendo a alterar a realidade, sendo escolhida por um mentor e conseguindo, enfim, sua faca juju — com a qual é capaz de fazer seus feitiços. Mas isso será suficiente para que encontrem e impeçam um assassino em série que está matando crianças? Um homem perigoso com planos de abrir um portal e invocar o fim do mundo?” Sobre a autora: No site da Editora Record (que publica os livros da autora no Brasil), há uma pequena biografia: “Nnedi Okorafor nasceu nos Estados Unidos de pai e mãe imigrantes igbo (nigerianos). Possui ph.D. em Inglês e é professora associada de escrita criativa, atualmente dá aulas na Universidade de Buffalo. Foi vencedora de diversos prêmios por seus contos e livros para jovens adultos: seu primeiro romance publicado para adultos, Quem teme a morte, venceu o Prêmio World Fantasy na categoria Melhor Romance; e Binti levou o Hugo Award e o Nebula Award de Melhor Novela de 2016. Nnedi vive em Illinois com sua filha, Anyaugo, e sua família.” Além disso, a autora está presente no Twitter @Nnedi, Instagram @nnediokorafor, Facebook Nnedi Okorafor e seu site http://www.nnedi.com/?fbclid=IwAR1bRIJ5Tfj8mQJeFpvSv2dzchAk-UBP39UBq8rFu_MKCADkaPmOoaUfcwQ. 8. A Quinta Estação, de N.K. Jemisin Sinopse: “Vencedor do Hugo Awards É ASSIM QUE O MUNDO TERMINA. PELA ÚLTIMA VEZ. Três coisas terríveis acontecem em um único dia: Essun volta para casa e descobre que seu marido assassinou brutalmente o próprio filho e sequestrou sua filha. Sanze, o poderoso império cujas inovações têm sido o fundamento da civilização por mais de mil anos, colapsa frente à destruição de sua maior cidade pelas mãos de um homem louco e vingativo. E, no coração do único continente, uma grande fenda vermelha foi aberta e expele cinzas capazes de escurecer o céu e apagar o sol por anos. Ou séculos. Mas esta é a Quietude, lugar há muito acostumado à catástrofe, onde os orogenes - aqueles que empunham o poder da terra como uma arma - são mais temidos do que a longa e fria noite. E onde não há compaixão.” Sobre a autora: Quem publica a autora no Brasil é a Editora Morro Branco. No site, achamos o seguinte sobre a autora: “N. K. Jemisin é uma autora nova iorquina, cujas histórias foram nomeadas diversas vezes aos maiores prêmios de ficção científica e fantasia do mundo, incluindo o Nebula, Locus e World Fantasy Award. Em 2016, se tornou a primeira pessoa negra a receber o Hugo na categoria principal por seu livro “A Quinta Estação”. Jemisin é considerada uma das mais importantes vozes da ficção especulativa atual, por construir universos ricos e complexos, que vão da fantasia à ficção científica. Suas obras falam sobre justiça social, preconceito, violência e a multiplicidade do comportamento humano. Além de escritora, Jemisin é blogueira política, feminista e antirracista. Atualmente escreve a coluna “Otherworldly” para o New York Times.” Ainda, encontramos a autora no Twitter @nkjemisin, no Facebook Nora Jemisin e no site da própria autora http://nkjemisin.com/ 9. Filhos de sangue e osso (O legado de Orïsha Livro 1), de Tomi Adeyemi Sinopse: “Zélie Adebola se lembra de quando o solo de Orïsha vibrava com a magia. Queimadores geravam chamas. Mareadores formavam ondas, e a mãe de Zélie, ceifadora, invocava almas. Mas tudo mudou quando a magia desapareceu. Por ordens de um rei cruel, os maji viraram alvo e foram mortos, deixando Zélie sem a mãe e as pessoas sem esperança. Agora Zélie tem uma chance de trazer a magia de volta e atacar a monarquia. Com a ajuda de uma princesa fugitiva, Zélie deve despistar e se livrar do príncipe, que está determinado a erradicar a magia de uma vez por todas. O perigo espreita em Orïsha, onde leopanários-das-neves rondam e espíritos vingativos aguardam nas águas. Apesar disso, a maior ameaça para Zélie pode ser ela mesma, enquanto se esforça para controlar seus poderes — e seu coração. Filhos de sangue e osso é o primeiro livro da trilogia de fantasia baseada na cultura iorubá O legado de Orïsha e está sendo adaptado para o cinema” Sobre a autora: No site da Editora Rocco (que publica os livros da autora no Brasil), encontramos o seguinte sobre ela: “Tomi Adeyemi, 24 anos, é uma autora nigeriana-americana e coach de escrita criativa que vive em San Diego, Califórnia. Depois de se graduar com honras em Literatura de língua inglesa pela Universidade de Harvard, estudou mitologia, religião e cultura africana em Salvador, no Brasil. Quando não está trabalhando nos seus romances ou vendo videoclipes da banda BTS, pode ser encontrada postando sobre escrita criativa em tomiadeyemi.com” Ainda, é possível encontrar a autora no Twitter @tomi_adeyemi, Instagram @tomiadeyemi, Facebook @tadeyemibooks e no site da autora: https://www.tomiadeyemi.com/ 10. Kindred: laços de sangue, de Octavia E. Butler Sinopse: “Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça.Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida... até acontecer de novo. E de novo.Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado. “Impossível terminar de ler Kindred sem se sentir mudado. É uma obra de arte dilaceradora, com muito a dizer sobre o amor, o ódio, a escravidão e os dilemas raciais, ontem e hoje” – Los Angeles Herald-Examiner” Sobre a autora: Quem publica os livros da autora no Brasil é a Editora Morro Branco, que fala sobre a autora em seu site: “Octavia E. Butler, nascida em 1947, é uma das mais aclamadas autoras de ficção científica e desde 1976 surpreende o mundo com seus romances de ambientações impactantes, personagens densos e dinâmicas que refletem os nossos problemas sociais mais intrincados. Apesar de enfrentar muito preconceito em uma área dominada por homens brancos, foi a autora que abriu caminho para que outras prosperassem na ficção especulativa e um dos nomes mais fortes quando se fala em afrofuturismo. Ao longo de sua carreira, recebeu prêmios como o Hugo, o Nebula e o Locus, além da honrosa MacArthur Fellowship, concedida a americanos que tenham realizações excepcionais em suas áreas. Em 2010, quatro anos após sua morte, entrou para o Hall da Fama da ficção científica, em Seattle.” A autora faleceu em 2006, mas tem perfis no Instagram @octaviaebutler, Facebook @OctaviaButlerAuthor, Twitter @OctaviaEButler e um site (https://www.octaviabutler.com/ ) que são administrados pela sua família. Você já leu algum desses livros? Tem algum outro para nos indicar? Conta aqui! Outras listas com indicações de livros (é só clicar na que te interessar mais): DICA! E-books de até R$10 na Amazon! Os livros mais lidos da semana (recomendações para quarentena) Livros para ler de uma vez só! Os livros mais lidos do mês (março) Mais e-books em promoção na Amazon Livros com descontos incríveis: Editora Intrínseca Descontos do dia do livro Livros de Fantasia Épica – ou Alta Fantasia – para conhecer o gênero 10 livros mais vendidos de fantasia, sci-fi e terror - Abril/2020 Dia da literatura brasileira: 10 livros de sci-fi e fantasia 10 livros de Ficção científica – ou Sci-fi – para quem quer conhecer o gênero 10 autores LGBTQI+ que todos deveriam conhecer

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