Livros de Fantasia Épica - ou Alta Fantasia - para conhecer o gênero

Nos últimos anos, vimos que a Fantasia ganhou espaço nas estantes ao redor do mundo. Graças a fenômenos como Senhor dos Anéis, Harry Potter e As crônicas de gelo e fogo (ou Game of Thrones, como os fãs da série reconhecem a obra), houve um boom de procura e venda desse gênero. Mas dentro da Fantasia, existem alguns subgêneros que dividem temas interessantes. Hoje, falaremos dos livros de Fantasia Épica.

Fantasia: obras literárias de fantasia existem desde que o mundo é mundo. A mitologia, as lendas, os contos de fadas, os sonhos impossíveis... vemos registros de obras fantásticas desde o início da literatura, e de histórias fantásticas sendo utilizadas desde muito antes disso. A luta entre o bem e o mal, a viagem do herói e a procura por algo (seja um objeto, uma cura, uma pessoa...), são características comuns das obras fantásticas. Mas isso torna o gênero um tanto quanto amplo, por isso, os subgêneros que mencionamos antes são tão necessários.


Épico: é uma palavra que significa um ato heroico, vem do latim epicus e pode ser baseado em fatos apurados ou inventados. Ainda, é usada para caracterizar algo memorável, extraordinário, algo muito forte e intenso. Enquanto gênero literário, o Épico apresenta um episódio heroico da história de um povo, por exemplo, a Ilíada e a Odisseia de Homero.


A partir dessas definições, podemos entender a Fantasia Épica, ou Alta Fantasia, como obras com construções complexas, que apresentem histórias em outros mundos, mas que tragam uma experiência imersiva ao leitor. Que apresentem uma narração focada em questões globais ou relacionadas com nações em um contexto conflitivo.


Agora que sabemos do que estamos falando, vamos às nossas indicações:

1. O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien

Apesar de ter sido publicado em três volumes – A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei – desde os anos 1950, O Senhor dos Anéis não é exatamente uma trilogia, mas um único grande romance que só pode ser compreendido em seu conjunto, segundo a concepção de seu autor, J.R.R. Tolkien.

O volume inicial de O Senhor dos Anéis, lançado originalmente em julho de 1954, foi o primeiro grande épico de fantasia moderno, conquistando milhões de leitores e se tornando o padrão de referência para todas as outras obras do gênero até hoje. A imaginação prodigiosa de J.R.R. Tolkien e seu conhecimento profundo das antigas mitologias da Europa permitiram que ele criasse um universo tão complexo e convincente quanto o mundo real.

A Sociedade do Anel começa no Condado, a região rural do oeste da Terra-média onde vivem os diminutos e pacatos hobbits. Bilbo Bolseiro, um dos raros aventureiros desse povo, cujas peripécias foram contadas em O Hobbit, resolve ir embora do Condado e deixa sua considerável herança nas mãos de seu jovem parente Frodo.

O mais importante legado de Bilbo é o anel mágico que costumava usar para se tornar invisível. No entanto, o mago Gandalf, companheiro de aventuras do velho hobbit, revela a Frodo que o objeto é o Um Anel, a raiz do poder demoníaco de Sauron, o Senhor Sombrio, que deseja escravizar todos os povos da Terra-média. A única maneira de eliminar a ameaça de Sauron é destruir o Um Anel nas entranhas da própria montanha de fogo onde foi forjado.

A revelação faz com que Frodo e seus companheiros hobbits Sam, Merry e Pippin deixem a segurança do Condado e iniciem uma perigosa jornada rumo ao leste. Ao lado de representantes dos outros Povos Livres que resistem ao Senhor Sombrio, eles formam a Sociedade do Anel.

Alguém uma vez disse que o mundo dos leitores de língua inglesa se divide entre os que já leram O Senhor dos Anéis e os que um dia lerão o livro.

Saiba mais sobre os livros: http://tolkienbrasil.com/2017/11/07/ordem-de-leitura-dos-livros-de-j-r-r-tolkien/


2. O nome do vento, de Patrick Rothfuss

Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kvothe, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, duas forças movem a vida de Kvothe: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado. Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kvothe seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. Pouco a pouco, a história de Kvothe vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança. Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial – que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times – é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades.

"Meu nome é Kvothe, com pronúncia semelhante à de ‘Kuouth’. Os nomes são importantes, porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem o direito de possuir. Meu primeiro mentor me chamava de E’lir, porque eu era inteligente e sabia disso. Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse som. Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis-Cordas. Fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, o Arcano; e Kvothe, o Matador do Rei. Mereci esses nomes. Comprei e paguei por eles. Mas fui criado como Kvothe. Uma vez meu pai me disse que isso significava ‘saber’. Fui chamado de muitas outras coisas, é claro. Grosseiras, na maioria, embora pouquíssimas não tenham sido merecidas. Já resgatei princesas de reis adormecidos em sepulcros. Incendiei a cidade de Trebon. Passei a noite com Feluriana e saí com minha sanidade e minha vida. Fui expulso da Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela. Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorar. Vocês devem ter ouvido falar de mim."

Saiba mais sobre os livros: https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/o-nome-do-vento-terceiro-livro-esta-avancando-diz-autor/

https://www.patrickrothfuss.com/content/index.asp