10 autores LGBTQI+ que todos deveriam conhecer


Junho, se você já não sabe, é o Pride Month, o mês do orgulho LGBTQI+.

E, como o nosso foco aqui no Coletivo é literatura, separamos uma lista de 10 autores que todos deveriam conhecer! Aproveitem para pesquisar outras listas desse tipo e conhecer, cada vez mais, novos nomes na literatura.


E, se você se interessar nas obras desses autores, pense em ajudar a sua livraria local! Neste link apresentamos algumas dicas de como fazer isso: Como ajudar a sua livraria local em tempos de quarentena.


Livros nesta lista:

1. Oscar Wilde

2. Meredith Russo

3. Vitor Martins

4. Alison Bechdel

5. Richard Zimler

6. Georgia Clark

7. Laerte Coutinho

8. Truman Capote

9. Caitlin R. Kiernan

10. V. E. Schwab

 

Foto: Napoleon Sarony

1. Oscar Wilde

Talvez você já tenha ouvido esse nome por causa do livro O Retrato de Dorian Grey, que, inclusive, serviu como prova para a prisão de Wilde. Pois é, o autor foi preso por ser gay e o livro foi usado como evidência de “flagrante indecência”. Isso, porque, na época, o próprio editor de Wilde censurou várias partes do livro, antes da publicação dele. A versão sem censura só foi publicada, aqui no Brasil, mais de 100 anos depois.








2. Meredith Russo

Meredith Russo nasceu e cresceu no Tennesse, sul dos Estados Unidos, onde mora até hoje. Começou a viver de acordo com sua verdadeira identidade em 2013 e nunca voltou atrás. Apenas uma garota é seu primeiro romance e foi parcialmente inspirado em suas experiências como uma mulher trans. Aqui no Brasil, seus livros são publicados pela Editora Intrínseca.







3. Vitor Martins

As obras de Victor Martins são voltadas para o público jovem e abordam temas extremamente necessários, como o combate à gordofobia e a descoberta da homossexualidade. Incluindo formas positivas de lidar com a homossexualidade em um mundo que frequentemente é bastante cruel.






Foto: Michael Rhode

4. Alison Bechdel

Alison Bechdel é uma cartunista americana. Seu primeiro trabalho a chamar a atenção da crítica foi a série de tirinhas Dykes to Watch Out For (produzidas ao longo de 25 anos, entre 1983 e 2008), disruptiva por tratar ainda nos anos 1980 de relacionamentos lésbicos. Mas foi em 2006 que Bechdel obteve mais reconhecimento, com a publicação de Fun Home - Uma tragicomédia em família (no original, Fun Home: A family tragicomic), uma obra autobiográfica em quadrinhos, apontado pela revista Time como o melhor livro do ano (única HQ a receber essa distinção) e finalista do National Book Critics Circle Award. Em 2007, o livro recebeu o Eisner Award, considerado o oscar dos quadrinhos. Fun Home ainda ganhou uma adaptação musical na Brodway, feita pela dramaturga Lisa Kron e pela compositora Jeanine Tesori, que recebeu cinco prêmios Tony Awards, inclusive o de Melhor Musical de 2015.

Seis anos depois de Fun Home, em 2012, a cartunista lançou uma nova graphic novel, Você é minha mãe? Um drama em quadrinhos (no original, Are you my mother? A Comic Drama) também de teor autobiográfico, que trata de sua relação com a mãe. No Brasil, o livro foi lançado em 2013 com edição da Companhia das Letras.

Bechdel também é a criadora do Teste de Bechdel, que avalia preconceitos e estereótipos femininos em produções cinematográficas.

Em 2014, a autora foi agraciada com uma bolsa pelo MacArthur "Genius" Award.



5. Richard Zimler

Richard Zimler é um jornalista, escritor e professor norte-americano naturalizado português. É autor do premiado O Evangelho Segundo Lázaro. Em entrevista ao site português Visão, ele disse: “Ainda há jovens homossexuais com problemas. É importante que figuras públicas digam ‘sou homossexual, sou lésbica, mas feliz e realizada”.