10 livros de Ficção científica – ou Sci-fi – para quem quer conhecer o gênero

Atualizado: Jun 4

A ficção científica surgiu no século XIX e aborda temas relacionados, direta ou indiretamente, à ciência. Assim, vemos viagens espaciais, no tempo, vida extraterrestre, robôs e inteligência artificial, entre várias outras possibilidades.


É um gênero que tem fãs fervorosos e apaixonados, que acompanham seus autores e sagas favoritas há anos. No cinema, histórias como as do Exterminador do Futuro e Star Wars cativaram pessoas de diversas gerações e continuam a fazer novos fãs.


Mas sabemos que nem todos conhecem bons livros de ficção científica, por isso, selecionamos esta lista de 10 livros para quem quer conhecer esse gênero.


Clicando nas imagens, você será direcionado para o link de compra, mas, se você quiser apoiar a sua livraria local, você pode ver este artigo que postamos aqui no site: Como ajudar a sua livraria local em tempos de quarentena.


Livros nesta lista:

A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells

Eu, Robô, de Isaac Asimov

Blade Runner: Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick

Neuromancer, de William Gibson

Kindred – Laços de Sangue, de Octavia Butler

Duna, de Frank Herbert

A mão esquerda da escuridão, de Ursula K. Le Guin

Vinte mil léguas submarinas, de Julio Verne

Frankenstein, de Mary Shelley

Nós, de Levgueni Zamiatin


A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells

E se, de repente, marcianos invadissem a Terra e começassem a eliminar todos os homens que encontrassem pela frente? E se esse fosse apenas o primeiro passo para dizimar a civilização? O mundo, como conhecido até então, deixaria de existir. As cidades, as organizações políticas e as leis de nada valeriam. Sobreviver se tornaria quase impossível. Este é o universo criado por H. G. Wells em A guerra dos mundos, uma das histórias de ficção científica mais influentes da literatura. Publicado pela primeira vez, em capítulos, em 1897 e depois reunido, em livro, no ano seguinte, um dos primeiros romances sobre invasão alienígena inspirou filmes e diversas adaptações, sendo a mais conhecida a transmissão radiofônica de Orson Welles em 1938, até hoje estudada nos cursos de comunicação: milhares de ouvintes americanos teriam entrado em pânico por achar que se tratava de um verdadeiro ataque marciano, tamanho o realismo e a força desta surpreendente narrativa.




Eu, Robô, de Isaac Asimov

Um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, Eu, Robô, escrito pelo Bom Doutor, Isaac Asimov, foi publicado originalmente em 1950. O livro serviu como base para o roteiro do filme homônimo, no qual Will Smith interpreta o protagonista, o detetive Del Spooner. Porém, a obra é bastante diferente da história apresentada nas telonas. Eu, Robô é um conjunto de nove contos que relatam a evolução dos autômatos através do tempo. É nesse livro que são apresentadas as célebres Três Leis da Robótica: os princípios que regem o comportamento dos robôs e que mudaram definitivamente a percepção que se tem sobre eles na própria ciência. Inicia-se com uma entrevista com a Dra. Susan Calvin, uma psicóloga roboticista da U.S Robots & Mechanical. Ela é o fio condutor da obra, responsável por contar os relatos de seu trabalho e também da evolução dos autômatos. Algumas histórias são mais leves e emocionantes como Robbie, o robô babá, outras, como Razão, levam o leitor a refletir sobre religião e até sobre sua condição humana. A edição traz um posfácio escrito pelo próprio autor sobre sua história de amor com os robôs, tão comuns em sua obra.



Blade Runner: Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick

Inspiração para um dos maiores clássicos do cinema e dirigido por Ridley Scott, este romance é de autoria do prolífico e revolucionário Philip K. Dick, um dos maiores expoentes da contracultura na ficção científica durante as décadas de 60 e 70. Rick Deckard é um caçador de recompensas, vivendo em uma San Francisco decadente, coberta pela poeira radioativa que dizimou inúmeras espécies de animais e plantas. Um novo trabalho pode ser o ponto de virada para melhorar seu padrão de vida e realizar seu sonho de consumo: uma ovelha de verdade, para substituir a réplica elétrica que ele cria em casa. Para isso, Deckard precisa perseguir e aposentar seis androides que estão foragidos, passando-se por humanos. Mas as convicções do detetive podem mudar quando percebe que a linha que separa o real do fabricado não é mais tão nítida quanto ele acreditava. Em Androides sonham com ovelhas elétricas?, título original deste livro, Philip K. Dick cria uma atmosfera sombria e perturbadora para contar uma história impressionante e abordar questões filosóficas profundas sobre a natureza da vida, da religião, da tecnologia e da própria condição humana.

Em edição especial de 50 anos do clássico que inspirou o filme Blade Runner, o livro traz acabamento em capa dura, impressão em duas cores, e 10 ilustrações exclusivas, assinadas por artistas nacionais e internacionais. São eles: Dave Mckean, Peter Kuper, Liniers, Elena Gumeniuk, Antonello Silverini, Rebecca Hendin, Danilo Beyruth, Guilherme Petreca, Gustavo Duarte e Bianca Pinheiro. Além de dois textos inéditos: um ensaio exclusivo para esta edição, assinado pelo jornalista e escritor Rodrigo Fresán; e um ensaio de Douglas Kellner e Steven Best, acadêmicos da Universidade da Califórnia e da Universidade do Texas em El Paso, respectivamente, que analisa os cenários pós-apocalípticos criados por Dick nessa e em outras obras.



Neuromancer, de William Gibson

No futuro, existe a matrix. Uma espécie de alucinação coletiva digital na qual a humanidade se conecta para, virtualmente, saber de tudo sobre tudo. Mas há uma elite que navega por essa grande rede de informação - os cowboys. Case era um deles, até o dia em que tentou ser mais esperto do que os seus patrões. Que fritaram suas conexões com o ciberespaço, tornando-o um pária entre os seus iguais. Ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, mais envolvido do que nunca em destruir a si próprio, até ser contatado por Molly, uma bela e perigosa mulher que, assim como ele, desconfia de tudo e de todos. Os dois acabam se envolvendo numa missão cheia de mistérios e perigos.

Esta edição comemorativa de 25 anos de Neuromancer conta com nova tradução de Fábio Fernandes e prefácio de William Gibson. O romance de estréia de Gibson é o primeiro volume da chamada Trilogia do Sprawl, que ainda inclui os livros Count Zero e Mona Lisa Overdrive.



Kindred – Laços de Sangue, de Octavia Butler

Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça. Dana, repentinamente, encontra-se à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta em seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida... até acontecer de novo. E de novo. Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado.

Impossível terminar de ler Kindred sem se sentir mudado. É uma obra de arte dilaceradora, com muito a dizer sobre o amor, o ódio, a escravidão e os dilemas raciais, ontem e hoje” – Los Angeles Herald-Examiner



Duna, de Frank Herbert

A vida do jovem Paul Atreides está prestes a mudar radicalmente. Após a visita de uma mulher misteriosa, ele é obrigado a deixar seu planeta natal para sobreviver ao ambiente árido e severo de Arrakis, o Planeta Deserto. Envolvido numa intrincada teia política e religiosa, Paul divide-se entre as obrigações de herdeiro e seu treinamento nas doutrinas secretas de uma antiga irmandade, que vê nele a esperança de realização de um plano urdido há séculos. Ecos de profecias ancestrais também o cercam entre os nativos de Arrakis. Seria ele o eleito que tornaria viáveis seus sonhos e planos ocultos?

Ao lado das trilogias Fundação, de Isaac Asimov, e O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, Duna é considerada uma das maiores obras de fantasia e ficção científica de todos os tempos. Um premiado best-seller já levado às telas de cinema pelas mãos do consagrado diretor David Lynch.



A mão esquerda da escuridão, de Ursula K. Le Guin

Enviado em uma missão intergaláctica, Genly Ai, um humano, tem como missão persuadir os governantes do planeta Gethen a se unirem a uma comunidade universal. Entretanto, Genly, mesmo depois de anos de estudo, percebe-se despreparado para a situação que lhe aguardava. Ao entrar em contato com uma cultura complexa, rica, quase medieval e com outra abordagem na relação entre os gêneros, Genly perde o controle da situação. É humano demais e, se não conseguir repensar suas concepções de feminino e masculino, correrá o risco de destruir tanto a missão quanto a si mesmo.

Em capa dura, com pintura inédita de Marcela Cantuária e prefácio de Neil Gaiman, esta edição celebra o aniversário dessa obra magistral. A mão esquerda da escuridão propõe ricas discussões sobre assuntos polêmicos e atemporais - gênero, feminismo, alteridade, filosofia e antropologia -, sendo considerado pela crítica especializada não só um dos mais importantes livros de ficção científica já escritos como também uma verdadeira obra-prima da literatura moderna.



Vinte mil léguas submarinas, de Julio Verne

Há mais de 150 anos, a obra mais famosa de Jules Verne encanta leitores de todas as idades. O escritor ajudou a criar um novo gênero literário, a ficção científica, e seus livros tinham um traço premonitório. Muitas das invenções humanas posteriores foram antecipadas em suas páginas. Vinte mil léguas submarinas é um exemplo. A aventura é das mais emocionantes. O leitor é transportado para 1866, ano em que navios de diferentes nacionalidades começam a naufragar e sofrer misteriosas avarias. As descrições revelam que um ser "comprido, fusiforme, fosforescente em certas ocasiões, infinitamente maior e mais veloz que uma baleia" seria o responsável. Imediatamente, governantes e homens da ciência mobilizam-se para deter o misterioso monstro marinho. A missão, porém, não sai como esperado. Os responsáveis pela expedição são capturados pelo capitão Nemo, enigmático e problemático, criador do moderno submarino Náutilus, confundido com o tal monstro misterioso. A aventura só começou. A trupe vai viajar pelo fundo do mar, enfrentando águas remotas, criaturas das profundezas e uma fauna e flora exuberantes. Um clássico da literatura mundial que merecia uma edição brasileira à altura. Essa chega agora com tradução cuidadosa, mais de 70 gravuras de época e notas explicativas.



Frankenstein, de Mary Shelley

No aniversário de duzentos anos de sua criação, Frankenstein volta a caminhar entre nós, numa edição monstruosa como só a DarkSide® Books poderia lançar. A obra-prima de Mary Shelley merece. Seu livro de estreia é um marco do romance gótico, verdadeiro ícone do terror e influência fundamental para o surgimento da ficção científica. A criatura de Frankenstein é considerada o primeiro mito dos tempos modernos. Para compor sua bem-sucedida experiência literária, Shelley costurou influências diversas, que vão do livro do Gênesis a Paraíso Perdido, da Grécia Antiga ao Iluminismo. O resultado é uma daquelas histórias eternas, maiores do que a vida. Leitura obrigatória em países de língua inglesa, Frankenstein é muitas décadas anterior à obra de Poe, Bram Stoker ou H.G. Wells, e vem sendo publicado ininterruptamente desde 1818. Pouco menos de dois anos antes, a criatura nascia, numa noite de tempestade à beira do lago Genebra. No verão de 1816, Mary e um grupo de escritores ingleses ― seu marido, Percy Shelly, o poeta Lord Byron e John William Polidori ― dividiam uma casa na villa Diodatti, na Suíça. Entusiasmados pela leitura de uma edição francesa de Fantasmagoriana ― coletânea de histórias sobre aparições, espectros, sonhos e fantasmas ―, os quatro aceitaram o desafio de escrever um conto de terror cada. Mary concebeu a origem de Frankenstein. Curiosamente, Polidori escreveu o que viria a ser O Vampiro, romance que serviria de inspiração para Drácula, de Bram Stoker. A história de Victor Frankenstein seria reinterpretada incontáveis vezes. Ainda no século XIX, era levada com sucesso ao teatro. A primeira aparição no cinema data de 1910, mas foi em 1931 que Boris Karloff deu um rosto definitivo à criatura no imaginário popular. O livro de Shelley, assim como o filme de Karloff, serviria de inspiração para a imaginação de artistas como Tim Burton, Clive Barker, Wes Craven, Mel Brooks, Alice Cooper, Roger Corman. As referências estão em todas as partes: nos monstros da Universal Studios e da Hammer Films, na comédia musical de horror The Rocky Horror Picture Show, em filmes como Reanimator, inspirado no conto de H.P. Lovecraft, em álbuns como Yellow Submarine, no universo das HQs da Marvel e da DC Comics, em games como Castlevania, e em séries e desenhos clássicos como A Família Addams e Scooby-Doo. A lista é interminável. São tantas versões que é quase impossível não estar familiarizado com a história: Victor é um cientista que dedica a juventude e a saúde para descobrir como reanimar tecidos mortos e gerar vida artificialmente. O resultado de sua experiência, um monstro que o próprio Frankenstein considera uma aberração, ganha consciência, vontade, desejo, medo. Criador e criatura se enfrentam: são opostos e, de certa forma, iguais. Humanos! Eis a força descomunal de um grande texto. Mas quando foi a última vez que você teve a chance de entrar em contato com a narrativa original desse que é um dos romances mais influentes dos últimos dois séculos? Que tal agora, na tradução de Márcia Xavier de Brito? Além disso, essa edição conta com quatro contos sobre a Imortalidade, em que Shelley continua a explorar os perigos e percalços daqueles que se arriscam à tentação de criar vida: Valério: O Romano Reanimado; Roger Dodsworth: O Inglês Reanimado; Transformação; e O Imortal Mortal, histórias pesquisadas e traduzidas por Carlos Primati, estudioso do gênero.



Nós, de Levgueni Zamiatin

Nós, escrito por Lêvgueni Zamiátin, é a distopia original que inspirou desde grandes clássicos do gênero – Admirável Mundo Novo, 1984, Laranja Mecânica e Fahrenheit 451 – até livros mais recentes – Divergente e Jogos Vorazes. A obra, esgotada há anos no mercado brasileiro, volta em uma edição de luxo com texto traduzido direto do russo e duas leituras complementares. A primeira é uma resenha do livro escrita por George Orwell, autor de 1984, originalmente publicada na revista londrina Tribune em 1946. Orwell ressalta a ousadia política de Nós e indica alguns dos incontáveis aspectos em que Zamiátin inspirou Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Há também uma comovente carta enviada por Zamiátin a Stálin, pedindo para sair da União Soviética, onde todas as suas publicações estavam sofrendo perseguição política. “Se eu for verdadeiramente um criminoso que merece punição, não creio que mereça uma punição tão grave quanto a morte literária. Por isso, peço que essa sentença seja comutada pela deportação da URSS”, escreve. Em suas páginas, o autor imaginou um governo totalitário chamado Estado Único que, supostamente pelo bem da sociedade, privou a população de direitos fundamentais como o livre-arbítrio, a individualidade, a imaginação, a liberdade de expressão e o direito à própria vida. Um mundo completamente mecanizado e lógico, onde as pessoas não possuem nomes, mas sim números, e o Estado dita os horários de trabalho, de lazer, de refeições e até de sexo. A trama traz a história de D-503, um engenheiro que vive pleno e feliz (exatamente como ordena o grandioso Estado Único), mas começa a duvidar das próprias convicções ao conhecer uma misteriosa mulher que comete a ousadia de burlar regras e que o contamina com a doença chamada imaginação.

Essas são apenas algumas recomendações para quem quer começar a se aventurar no universo da ficção científica. Agora, conta para a gente, você já leu algum desses livros? O que achou?



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